20.11.09

november rain


É bom parar aqui de vez em quando e reler alguns posts antigos. É bom porque os comentários, por exemplo, mudaram muito, assim como os visitantes. Mas sei que talvez esses visitantes antigos ainda visitam, porém, não comentam mais. E acho ok. Respeito e procuro entender. Eu também visitava outros blogs e agora, sim, pela porra da falta de tempo, não entro em mais nenhum. Ou seria uma questão de prioridades? Enfim, reli o post de um ano atrás.

No dia 19/11/08 eu comentava sobre o seriado Lost e em como eu estava gostando dos personagens, como me tornei viciada pelo roteiro, trilha sonora etc. Era pré-feriado e eu havia programado me jogar no sofá azul e ficar horas assistindo as aventuras na ilha misteriosa.

Um ano depois, cá estou no trabalho. Sem folga, sem ter visto Lost ontem, sem ter saído de balada, sem estar com preguiça, nem nada. Me animo para ir à praia daqui a pouco, tentar me concentrar com as ondas, com a virada das marés e organizar meus pensamentos e sonhos. Apesar da chuva continuar caindo tal qual no ano passado, as coisas mudam e eu fico impressionada.

18.11.09

open your eyes


Não sei se é a troca das cascas, se é esse vento que surge no final da tarde e leva algumas coisas para longe, se é o sorriso trocado com os colegas de trabalho, se são as conversas prazerosas com a psicóloga, se é a companhia familiar lado a lado, mas, estou sentindo uma paz de espírito como nunca senti antes. O melhor de tudo é saber que está ocorrendo para ambos os lados. Isso, realmente é o que me estimula a abrir os olhos de manhã e respirar aliviada. Bora crescer.

11.11.09

chico já dizia



Ontem, no meio da aula de español a luz começou a piscar. Nos olhamos assustados e rimos. A reação durou alguns segundos, pois como meu professor é mágico nas horas vagas, achamos que ele poderia estar fazendo algum truque. Mas não. Ele não faria um truque em mais de 10 estados ao mesmo tempo.

A Paulista virou um breu. A imagem era meio assustadora e ver essa avenida toda no escuro me deu um frio na espinha. Tudo negro, carros buzinando sem parar, pessoas ao celular e eu ali sem entender nada do que estava acontecendo.

Depois de 14 andares de escada, meu pai quase infartando,velas por todos os lados e banho frio, eu acabei dormindo rápido e hoje, claro, perdi a hora. Quando levantei estava tudo às claras, sol bombando, relógios piscando, chuveiro quente e eu super atrasada.

Daí, chegando aqui, passam-se exatas duas horas e caio novamente na completa escuridão. No breu avassalador e na imagem assustadora. Eu, realmente, não sei mais como consigo viver "com tanto amor, proteção etc". Inspira. Expira. Porque, amanhã, vai ser outro dia.