30.10.17

fofolete

Já faz um tempo que eu queria escrever sobre você. E então hoje a vontade veio mais forte. Ela chegou rasgando meu coração ao lembrar que encontrei nossos amigos no final de semana, mas você não estava.

Já é o terceiro ano que comemoramos juntos o Dia das Bruxas. E, cadê você? Durante vários momentos daquela noite engraçada e colorida eu me peguei pensando em você. Fiquei imaginando qual fantasia você teria usado, pensei que poderíamos ser uma dupla. Porque era isso que nós éramos.

Às vezes eu passo em frente do prédio que você trabalhava - não sei se ainda está por lá - e me lembro da vez que fiquei te esperando para almoçarmos. Você desceu pedindo desculpas pelo atraso e reclamando sobre como sua chefe reclamava. Estava brava e com fome, mas ao te ver, passou.

Era sempre assim que eu me sentia ao te encontrar. Sabia que você estava chegando (aliás você era a única pessoa que sempre vinha me visitar não importa o dia e a hora) e isso me animava muito. Eu sempre tinha mil coisas para te contar. Você me abraçava, falava qualquer coisa da minha roupa ou do meu cabelo e abria seu sorriso.

E começávamos a conversar desesperadamente, sorríamos e gargalhávamos. Aliás, como era bom quando gargalhávamos. Me lembro que até perdíamos o ar e depois de anos de convivência acho que eu ria na mesma intensidade que você. E trocávamos tantas coisas! Músicas, confidências, segredos, fofocas, sonhos, histórias. 

Você ainda se lembra de tudo isso? Sente falta? Sente algum remorso? Eu sinto. Quase toda semana eu penso em você. Penso no afastamento que você quis. No e-mail que não me respondeu. No momento que eu entendi que meu Whatsapp não estava com problema, mas que você tinha, sim, me bloqueado. Penso nos sonhos e pesadelos que tive nos meses seguintes. Sentindo sua falta, acordando triste e sem poder falar com você.

Enfim estou aqui jogando para fora essas palavras, sentimentos e emoções. Para (e sobre) uma das melhores amigas que tive na vida. E que nunca mais vou ter novamente.